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Wicked game | Peter&Lexi

p—hale:

A escuridão já há muito tomara o céu de Mystic Falls, em uma cidade como aquela somente quando a noite começava os sobrenaturais saíam às ruas. Cada uma das criaturas que ali viviam tinham uma característica em especial, mas possuía um interesse particular em vampiros, eram criaturas fortes e rápidas, que se bem persuadidos poderiam lhe ajudar em pequenos detalhes de sua vida, mas como nem tudo poderia ser simples, eles tinham seus defeitos. Aprendera com Katherine que apenas alguns vampiros podiam sair à luz do Sol, aqueles que possuíam algum objeto com uma magia específica. Assim não tivera a oportunidade de conhecer muitos deles e a única que conhecera até então não lhe parecia confiável o suficiente para contar-lhe seus segredos.

Deixou a casa sem olhar para trás, com os treinos obrigatórios de Laura ficava por diversas horas preso entre os demais, ajudar alguém nunca fora realmente seu forte. Diferente das noites anteriores não parou quando chegou a porta do Grill, continuou a dirigir pelas ruas movimentadas. Naquela noite não queria fingir ser um humano como os demais, até então passara a maior parte do tempo frequentando o Mystic Grill, voltando aos poucos para junto da sociedade da qual ficara muito tempo separado.

Estacionou alguns metros antes da entrada do bosque, o vento frio da noite soprava-lhe os fios de cabelo. A floresta se tornara seu lugar preferido desde que deixara a clínica, quase não havia humanos enxeridos com quem devesse se preocupar, segundo o acordo que fizeram com caçadores, nenhum humano inocente deveria ser ferido. O lugar dos segredos, onde poucos sabiam tudo e o resto não sabia nada. A maior parte da população não imaginava o que andava com eles, frequentado os mesmos lugares, os pais sem fazer ideia que lobisomens, vampiros e bruxos estavam presentes diariamente na vida de seus filhos. Nenhum deles importava de verdade, se fosse por ele próprio já teria mordido alguns adolescentes e obrigando-os a se juntarem a sua jornada. Maldito fora o dia em que Laura selara o acordo com os caçadores. Depois de tantos anos preso e deformado por culpa de um deles era difícil sentir simpatia por qualquer outro. Ali era fácil sentir-se liberto, não haveria ninguém para ver seus olhos brilhantes os as longas garras, poderia transformar-se a vontade.

Assim o fez, depois de uma rápida corrida até uma grande clareira deixou as garras crescerem acompanhadas dos olhos brilhantes. Os sentidos se tornaram ainda mais aguçados, odores, o farfalhar das árvores e mais uma batida de coração. A curiosidade impediu que parasse de correr em uma velocidade sobrenatural em direção ao outro individuo. Não era provável que um humano estivesse –sozinho – ali naquele momento, assim não se preocupou em voltar a sua forma humana. Parou alguns metros da forma que conseguia distinguir como feminina, o odor não parecia ser humano, na realidade era semelhante ao que sentia quando estava perto de Katherine. Lembrou-se do que a vampira havia lhe dito sobre lobisomens serem perigosos para vampiros e um sorriso travesso se formou em seus lábios. Um pouco de diversão não faria mal a ninguém, foi seu último pensamento antes de correr em alta velocidade em direção a desconhecida.

A cidade a sufocava quando superava uma semana de estada ali. Geralmente, vinha apenas para o aniversário do seu melhor amigo, passava alguns dias aproveitando com ele e depois se dedicava a sumir de volta no mundo. Por vezes até convencia Stefan a deixar de lado esses ares de cidade pequena e embarcar em uma inocente aventura vampira. Certo que nunca terminava tão inocentemente quanto começava. Seus lugares preferidos eram bastidores de shows de rock, onde se divertiam e se embebedavam com a banda pouco antes do espetáculo começar. Os maiores períodos eram os de intervenção, e nestes tinha tanto com o que lidar, passava tantas horas extraindo o lado bom de volta a superfície que nem mesmo havia tempo para se sentir entediada.

Em nome de sua sanidade mental, decidiu que se ainda não iria embora, pelo menos correria um pouco pelos arredores da cidade, até conseguir pensar com clareza. Era óbvio que, depois de ter conhecido a neta da mulher que tentara lhe fazer um anel quando jovem, não arredaria o pé dali até saber que não conseguiria repetir o feito com Cassie. Ainda nem sabia se a menina praticava bruxaria, mas, com alguma sorte, ela seria mais avançada que sua avó quando jovem. Quem sabe com algumas conversas a mais ela descobrisse a este respeito e até conseguisse a ajuda da garota. Não a obrigaria, obviamente, porém tentar não mata, certo? Podia sentir suas pernas se moverem lentamente, diminuindo o ritmo enquanto o ar frio ainda batia contra o rosto dela em lufadas. Ela havia chegado a uma parte um pouco mais alta, onde as árvores tornaram-se mais espaçadas e em menos quantidade, formando uma clareira iluminada pela luz da lua. Ok, Lexi podia admitir que, de certo ângulo, Mystic Falls tinha a sua beleza, apesar de toda a atividade sobrenatural tirar o foco do lugar.

Falando em atividade sobrenatural… O vento soprou os cabelos dela em direção ao rosto, trazendo consigo não só os aromas da floresta, como outro um pouco mais… Animalesco. Virou-se na direção do vento e seus olhos captaram uma forma veloz vindo em sua direção. O brilho da lua praticamente destacou as presas do outro. Todo o corpo da vampira tencionou, os músculos se contraíram em uma resposta instintiva a um ataque. Seu rosto se transformou em uma versão mais assustadora de si mesma enquanto as presas tomavam o seu lugar de direito, pendendo para baixo e aparecendo completamente quando ela passou a língua por elas. Assim que ele veio ao seu encontro, Lexi agarrou os braços, ou patas, ou o que quer que fosse, o lançando para baixo contra o chão. Um som de surpresa atravessou por ela quando notou que se tratava de um lobisomem. 


The art of stealing blood bags #Breyes

lipstyck-and-claws:

O hospital era o único lugar que Erica entrava o mais discretamente possível. Não por receio de ser reconhecida por um dos muitos funcionários. Aquele tempo já estava esquecido e devidamente recoberto com milhares e milhares de camadas de malícia e orgulho. Mas as paredes eram opressoras. As memória dos surtos que a levavam até aqueles quartos pareciam impregnadas em cada parede, cada objeto que compunham a sala da UTI. Até os corredores, o cheiro de antisséptico ferindo suas narinas, pareciam fechar em torno da corpo da loira. Graças as forças divinas que lobisomens não precisavam mais de cuidados médicos ditos humanos, ou Erica não teria certeza se reagiria bem ao ambiente conhecido. O balcão das enfermeiras apareceu como uma benção assim como o rosto familiar e sorridente de Melissa McCall.

A mulher fazia o sorriso tímido da antiga Erica aparecer no rosto bem-cuidado e livre da acne, sem os efeitos colaterais dos coquetéis que era obrigada a engolir. Ela era um pequeno oásis no meio da bagunça que era ser jogada no hospital até a epilepsia acalmar. As mulheres estavam conversando quando Erica notou um movimento estranho com o canto do olho. Melissa nem percebeu, sua atenção focada na papelada a sua frente e nas palavras que Erica derramava. A garota movia-se tranquilamente por entre os outro funcionário, à vontade demais para o horário adiantado. Teria deixado passar se não fossem os terríveis cabelos loiros familiares e os pelinhos eriçados no braço. Erica apoiou o braço no balcão e deitou o rosto na palma da mão usando o ângulo para confirmar suas suspeitas. Ela a conhecia. Lexi. Erica pegou os remédios da mãe e se despediu rapidamente dando a desculpa de ir ao banheiro para adentrar os confins do hospital. A mulher nunca suspeitaria, nem acharia estranho, Reyes conhecia o lugar como a palma de suas mãos. Sorrateira, seguiu Lexi de longe, as placas mostrando o evidente destino da loira.

A pequena comoção em frente a sala de doações deixou Erica ligeiramente desconcertada e teria deixado-a plantada atrás da esquina se não fosse a janela de oportunidade chegando. O tempo que a porta levou pra fechar, a lobisomem chamou sua velocidade aprimorada e atravessou o portal. Se escondeu nas sombras da sala e sentou confortavelmente numa das muitas bancadas que compunha o mobiliário. "Estamos no habitat natural da vampira Lexi." Começou a narrar, trazendo uma perna para cima da bancada e recostando-se na parede. "Sua técnicas de caça são únicas, tão graciosas que humano nenhum consegue escapar." Um risada saiu de sua gargante e ela se interrompeu, levantando as mãos em rendição. "Por favor, não se incomode comigo, oh grandiosa vampira. Eu só sou uma mera espectadora." Comentou sarcástica e pouco se preocupando com as presas e o sangue pingando no chão.

Havia alguma coisa sobre o efeito do sangue sobre os vampiros que fazia seus sentidos se tornarem incrivelmente mais aguçados. Talvez o instinto de caça prevalecesse e cada um sentia como se precisasse proteger a sua comida. Isto fez com que ela ouvisse alguns passos para dentro da sala, acompanhados por um diferenciado cheiro de lobisomem. Não demorou muito para que o olfato apurado a dissesse quem era e, para ser sincera, ter plateia não a importava. Comprimiu os dedos ao redor da bolsa, impulsionando o sangue para cima em maior quantidade, o contato com sua língua a fez apertar as pálpebras uma na outra. Sentia-se tão doce contra a sua língua, tão fácil. O sangue escorregava pelo caminho de sua garganta com força, lhe espalhando uma enorme sensação de bem estar. Era como se uma corrente de vitalidade irradiasse por todo o seu corpo, renovando suas habilidades ampliadas. Tão delicioso. As veias no rosto dela eram pouco aparentes, apenas as presas se destacavam, já que era algo que ela não poderia evitar. Eram raros os momentos em que seus olhos ficavam injetados e seus traços vampiros saltavam.

Com uma calma que aprendera através dos séculos, se deliciou com cada gostoso mililitro do liquido vermelho e espeço, não era a toa que era tão boa em ser uma vampira. Afastou a bolsa quase completamente drenada e lambeu os lábios, capturando o pouco que lhe escapou. Algumas gotas pingaram no chão claro, vindas da abertura da bolsa, mas a loira não ligou. — Bom, não posso dizer que o sangue embalado é tão bom quanto o sugado da veia, mas cada um faz como quer. — Respondeu, erguendo o olhar para encontrar uma Érica sem medo. As falas da outra a fizeram sorrir um pouco, imaginando se ela se surpreenderia ao ver uma caçada de verdade, ao ouvir um coração perder a cada segundo mais e mais batidas. Surpreendendo-se ou não, não seria ela a proporcionar essa experiência, seu respeito pela vida humana ia além disto. — Não devia invadir assim, alguns vampiros não gostam de dividir e te atacariam por menos. — Pensou que seria justo avisar a verdade, ela já havia atacado por menos nos primeiros anos. Lembrando-se da sua tarefa, começou a remexer o refrigerador, escolhendo algumas bolsas conforme os níveis do estoque. Sua intenção era não ser notada então logo enchia a caixa que trouxera na velocidade vampira, empilhando o sangue com precisão. — O que faz aqui mesmo? Além de me ver roubar sangue, é claro. — Dividiu sua atenção entre seus ajustes na caixa para caber melhor e a loba loira. 

(Source: lexiabranson, via lipstyck-and-claws-deactivated2)


Indulgente Help #Lexijah

thedarknessbegining:

Elijah fechou a porta por trás dele e caminhou até Lexi, a mão foi esticada na direção da ante sala dos Mikaelson e ele a direcionou para lá. - Acredito que colocá-la para fora não seria educado da minha parte, ainda mais com o nascer do sol, e eu acho que já tivemos o suficiente de mortes nessa cidade que estão relacionadas a minha família. - Elijah caminhou na frente parando a poucos centímetros do aparador de cor mogno observando Lexi atentamente. Elijah sorriu com o comentário dela, eles não haviam conversado muito nas poucas vezes em que se encontraram por Mystic Falls, geralmente estavam na presença de outros vampiros ou humanos, ou seja lá o que mais essa cidade teria para oferecer em termos de criaturas sobrenaturais. - Não, é uma hora ruim. Pelo menos não para mim. - Elijah começava a pensar que Mystis Falls poderia ser considerada a capital sobrenatural dos Estados Unidos. Definitivamente muitos acontecimentos estranhos rondavam a cidade desde que ela havia sido construída, lógico que ninguém seria ingênuo de pensar que o mundo em si não era habitado por sobrenaturais, mas a quantidade de não humanos era de se surpreender se comparada a de outras localidades, tanto na America quanto no mundo.

Serviu o Bourbon com um sorriso no rosto, algo que nos últimos dias passou a ser comum, mas dessa vez era apenas pela lembrança que a bebida lhe trazia. Elijah era um apreciador de vinhos, e mantinha uma pequena coleção de seletas garrafas na adaga da mansão, garrafas essas que considerava intocáveis, e que já criara um pequeno atrito em outros tempos. Mas definitivamente no curto espaço de tempo estava variando nos tipos de bebidas, visto que a poucos dias havia quase tomado uma garrafa inteira de uísque no Mystic Grill. - Não me importo em abrigá-la Lexi, posso ser condescendente nessa situação, mas me conte, o porque uma vampira experiente como você está correndo o risco de ser queimada viva? - Elijah caminhou até ela com dois copos de Bourbon, entregou um deles a ela e logo depois se afastou, indicou com a cabeça para que Lexi se sentasse e se acomodou em uma confortável poltrona de couro negro. Elijah se recostou sua mão firme segurando o copo enquanto ele fazia questão de manter seu olhar fixo nos olhos dela, ele e essa mesma mania de sempre encarar as pessoas, não furtiva, mas diretamente. Gostava do ditado humano em dizer que os olhos eram a janela da alma, mesmo que em sua concepção algumas criaturas não tivessem mais uma alma, mesmo assim Elijah imaginava que pelo que soube de Lexi ela estava longe de ter perdido a sua.

A contagem dos mortos em Mystic Falls não era um assunto conhecido dela, apesar de imaginar que toda uma família de originais aliada aos vampiros já permanentes na cidade acarretasse um bom estrago. O respeito a vida humana não deveria ser um tópico muito frequente entre todos, uma grande pena. Lexi valorizava tanto a vida humana quanto a vida vampira e não achava justo, na maior parte do tempo, as grandes interferências que o sobrenatural causava contra gente inocente que só estava de passagem, tocando suas vidas como podem. Mesmo assim, assentiu para as palavras do mais velho, tinha plena consciência de que se ele quisesse, poderia deixa-la exposta ao sol.

Caminhou para onde lhe foi indicado, observando o comportamento do outro com um pouco de desconfiança. Ele não lhe parecia ameaçador na superfície, mas não era como se fosse baixar a guarda com qualquer vampiro desconhecido mais velho e mais experiente que em uma fração de segundo poderia decidir deixar de ser complacente. A pergunta dele lhe fez sorrir, iria parecer uma resposta um pouco estranha e ela sabia. — Bom, não sei se já notou, mas existe muitos bares de caminhoneiros no caminho pra cá, e, veja bem. — Gesticulou com as mãos. — Ninguém, no mundo inteiro, gosta de desafiar mulheres como os caminhoneiros. Ganhei 400 dólares em uma aposta contra o maior beberrão deles. — Seu tom era o mais divertido possível, os olhos reluziam um pouco com seu divertimento. — E foi de forma limpa. — Acrescentou em uma comemoração individual, pegando o copo lhe oferecido graciosamente. O dinheiro não era a questão, de verdade, contava mais o desafio, a ideia que nenhum daqueles machões ali iria subestimar outra garota tão facilmente.

Sentou-se, cruzando as pernas no sofá de frente com a poltrona do original. Ainda estava se decidindo se gostava ou não de ser encarada com tanta profundidade quando bebericou o líquido. Ser analisada não a incomodava desde que guardassem aquela analise para si mesmos. — Seus irmãos estão… Por aqui? — Questionou, esticando um pouco o pescoço e olhando para o contorno do portal que dava para o resto da casa. Não os ouvia, mas imaginava que ser mais silenciosos que qualquer um fosse um beneficio. Quais eram mesmo os que decidiram ficar em Mystic Falls? Rebekah, Klaus… — Quero dizer, todos estão na cidade e em casa? — Optou por explicar sua pergunta, ela tinha uma grande curiosidade de como seria viver por tanto tempo assim convivendo com os mesmos vampiros. Lexi amava seu irmão quando viva, mas as vezes queria simplesmente vedar a boca dele com o primeiro pano que visse.  

(Source: lexiabranson)


Any similarity is not coincidental #Lessie

its-cassieb:

Com o cenho franzido Cassie continuou a prestar atenção na mulher em sua frente, era com certeza mais velha que ela, mas não tanto assim. Pressionou os lábios em um sorriso confuso ao ouvir ela falar que a tinha confundido com Jane, geralmente comentavam sobre sua semelhança com Amélia, sua mãe. Olhou rapidamente para os lados com desconfiança, pensando que talvez ela pudesse saber sobre a magia de sua família pelo modo como chamou pelo nome de sua avó anteriormente.— Na verdade, ela mora aqui. — respondeu rapidamente mantendo o tom firma a voz mas, como sempre, na defensiva. — De onde se conhecem? — Perguntou voltando o olhar para ela, a loira sempre fora conhecida por sua curiosidade, e depois que Mystic Falls se provou um lugar que escondida vários segredos, ela apenas decidiu descobrir sobre eles.

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O sorriso se espalhou pelo rosto da loira involuntariamente ao ouvir que Jane morava na cidade. De acordo com a sua memória não muito perfeita se tratando de décadas atrás, a bruxa deveria ter envelhecido bastante. Se tratando de bruxas quanto mais experientes melhor, certo? Esperava que fosse verdade o ditado não tão popular. Minha mãe a conhecia, foram… Próximas. — Uma mentira leve considerando tantas outras mentiras que cercavam a todos os moradores da cidadezinha. Será que a menina tinha conhecimento de alguns deles? Ou melhor, seria algum deles? Sabe como é, todo mundo se conhecia antigamente em cidade pequena. — Comentou bufando de mentirinha, retomando sua habilidade natural de conversar sobre levianidades. — E me chamo Lexi, só pra constar. — Adicionou ao perceber que ainda não tinha se apresentado.  

(Source: lexiabranson)


The art of stealing blood bags #Breyes

Passava da meia noite quando Lexi fora no estoque de sangue dos Salvatore, os refrigeradores na parte mais escondida da mansão e não encontrou o que queria. Seu sangue preferido não estava ali, na verdade todo o estoque em geral estava meio baixo. Talvez Damon estivesse ocupado demais desenvolvendo todos os seus planos autodestrutivos e maleficamente pensados para ir até o hospital e roubar um pouco mais de sangue. É claro que provavelmente ele estivesse apenas querendo dificultar para ela, nunca fora uma de suas visitas preferidas de qualquer forma e levando-se em conta que ele poderia simplesmente sugar alguém, não teria porque estocar mais sangue que o necessário mesmo.

Por este fato, uma vampira loira com um sorriso amigável entrara nos corredores do hospital de Mystic Falls a procura de suas deliciosas bolsinhas. Vestia uma calça jeans acinzentada com uma blusa preta estilizada do Bon Jovi que conseguira em um show alguns anos atrás, uma das suas preferidas. Jogou seu longo cabelo, passando descontraidamente pela enfermeira que saia do quarto 104. O depósito deveria ser ali por perto, precisava de uma caixa térmica para não correr riscos de expor o sangue de nenhuma maneira. Logo achou a sala, com ajuda das placas para orientar os pacientes. Havia todo tipo de material para cirurgias, alguns frascos com líquidos de cheiro forte o suficiente para fazê-la torcer o nariz, sem falar nas caixas tão procuradas por ela. Parecia um pouco descarado simplesmente sair andando do depósito com um grande recipiente azul nas mãos, mas se havia uma coisa muito peculiar sobre os humanos era que quando mais você tentava disfarçar mais eles te notavam. Circulando como se não estivesse fazendo nada errado, praticamente ignoravam sua presença.

O lugar onde o sangue ficava armazenado, porém, seria facilmente encontrado. Lexi sentia o cheiro muitos corredores antes, em exato desde o momento que as portas automáticas da entrada se abriram. Um enfermeiro de cabelos escuros saia da sala a qual ela entraria e este perguntou quem era. — Não deixe ninguém entrar na sala até eu sair, não sou ninguém com quem deva se preocupar. Se alguém perguntar porquê não pode entrar, invente uma boa desculpa. — As orbes dos olhos castanhos se contraíram conforme murmurava aquelas palavras, hipnotizando o rapaz que inocentemente a abordara. Deu dois toquinhos no ombro dele, sorrindo enquanto passava para dentro da sala muito branca. Os refrigeradores estavam bem a sua frente, portanto pegou uma das bolsas de O negativo, seu tipo preferido de sangue, levando a abertura feita aos lábios. 


Any similarity is not coincidental #Lessie

its-cassieb:

Cassie não costumava sair sozinha durantes as frias noite de Mystic Falls, odiava como tudo parecia quieto e vazio demais, mas naquela noite a loira apenas decidiu que não ficaria mais entre Diana e Adam, e isso incluía a amizade próxima que ela e o morena tinham, então simplesmente recusou sem nem mesmo pensar duas vezes quando ele lhe ofereceu carona até sua casa. Sabia que o caminho do Grill para casa era um tanto longo, mas não se importaria em pensar em tudo o que estava acontecendo em suas ultimas semanas durante o percurso, talvez isso até mesmo lhe fizesse bem. Andava pelas ruas mais iluminadas e que costumavam seu mais movimentadas, mas ainda sim os únicos sons que ouvia era o salto de suas botas se chocando no chão e o vento frio.

Virou a esquina distraída, passando pelo bar local, e logo que virou o calcanhar novamente para a direita ouviu alguém chamar pelo nome de sua avó. Cassie olhou para trás rapidamente procurando por ela e só depois notou que na realidade, a loira que havia chamado por Jane estava olhando para ela. — Ahn, na verdade sou Cassie. Conhece minha avó? — Indagou confusa, franzindo o cenho e se perguntando de onde sua avó conheceria a outra.

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Apenas parou de andar quando estava próxima o suficiente para ouvir a voz da garota. Realmente não tinha nada de parecida com a voz mais grave da mulher que conhecera tanto tempo atrás. Na época as duas aparentavam ter praticamente a mesma idade, apesar das diferenças obvias entre as espécies. Fora uma grande tristeza pra ela perder a mulher de vista logo quando havia concordado em realizar novamente o feitiço contra a luz solar, a primeira vez tinha sido um fracasso extremamente doloroso. Franziu o nariz com a lembrança nada agradável. — Só te confundi com ela, cabelo loiro, rosto angelical. — Justificou-se, segurando as bordas da jaqueta escura que usava e as ajustando no corpo. — A conheci sim, faz tempo, ela nem deve se lembrar mais de mim. Ela está pela cidade? —  O interesse a motivou a perguntar, imaginava que Jane tivesse obtido alguma experiência durante as décadas passadas.

(Source: lexiabranson)


(Source: rina-cooper)


Any similarity is not coincidental #Lessie

O relógio da cidade batia precisamente 20h58 min quando Lexi por fim decidiu que não era um noite ideal para se beber. Uma grande parte foi por não ter companhia alguma, qual era a graça de virar shots e shots de tequila sem uma boa competição te motivando a engolir mais rápido e em maior quantidades? As pessoas pelo menos estavam transitando em maior quantidade agora que alguns anos atrás. Ela parou ao lado do poste de iluminação, apoiando o corpo contra o mesmo despojadamente, porém seu momento de observação não durou muito. Logo viu uma loira que era exatamente igual a uma que conhecera décadas atrás. Será que…? Não, não seria possível em nenhum outro lugar, mas se tratando de Mystic Falls, quem sabe. — Jane? — Chamou indo ao encontro dela a passos rápidos, surpresa.


Indulgente Help #Lexijah

thedarknessbegining:

Elijah resolveu passar o tempo lendo, a casa vazia e ele esperava que amanhecesse logo, alguns pequenos assuntos que precisava resolver só poderiam ser colocado em pratica com a luz do dia. Entre as poucas horas que separavam o final da noite com o amanhecer Elijah percorreu a casa pensando no que havia conversado com Klaus, o irmão achar a cidade desanimada era sinal de que algo estaria por vir e ele deveria estar atento, porque Klaus nunca tinha pequenos planos. Mas o que mais preocupava Elijah era quem Niklaus seria capaz de envolver em seus planos, e até onde ele seria capaz de chegar dessa vez. Mas no momento sua maior preocupação era o sumiço de Rebekah, Elijah não tinha noticias da irmã a alguns dias, e se tratando de Rebekah isso poderia ser um problema.

Elijah recolheu a confusão de papeis e lembranças espalhadas pela mesa central na sala de jantar, alguns mapas da antiga Mystic Falls, e imagens do que a cidade era hoje em dia, como um ótimo estrategista Elijah fazia questão de conhecer o caminho que percorreria não só com as pessoas mas também com os lugares, lembrou-se de uma pequena citação que havia lido uma vez. "A vantagem de conhecer onde e a quem se perpetua sobre a vantagem de quantos terá de enfrentar." Acostumados a conhecimento e pequenos treinamentos de guerra Elijah se perguntava que efeito isso tinha na cabeça deles quando ainda eram humanos, as vezes mal podia recordar como ele era quando ainda humano, algo que parecia tão perto e ao mesmo tempo tão distante, as vezes por uma fração de segundos sentia como se ainda fosse apenas um humano.

Mas tinha que confessar que apesar de como via seus irmãos levando a eternidade que lhes foi dada, uma parte sua gostava de ser imortal, de acompanhar o progresso da humanidade, e infelizmente de ser poderoso da forma como eram. Parte essa que Elijah procurava manter profundamente enterrada dentro de si, recordando sempre de ser o mais humano possível, era parte de sua natureza, mesmo que os séculos quase o tivessem o transformado em um monstro, por sorte, ou por pura teimosia, aparentemente era o único dos irmãos que havia se mantido, pelo menos um pouco indulgente e humano. E era exatamente por isso que teimava em resgatar os outros, por saber que apesar da escuridão fornecer algum conforto para todo o tormento que passaram, de forma figurada era a luz que os faria melhores.

Elijah ouviu ao longe alguém se movimentando pela propriedade, circulou a grande mesa da sala de jantar lentamente e se dirigiu até a porta em um piscar de olhos quando ouviu batidas, não era comum algum perdido ou desavisado pela propriedade dos Mikaelson, ainda mais naquele horário, próximo ao amanhecer. Ele inalou profundamente e inda confuso abriu a porta, suas feições denunciaram que um vampiro era a ultima visita que esperava. - Hum, olá. A que eu devo a visita inesperada? - Elijah murmurou assim que abriu a porta e deu de cara com a mulher loira a sua frente, a analisou por alguns segundos e seu olhar se fixou em suas mãos para logo depois subir até seus olhos. - O que esperar dessa agradável surpresa. - Elijah ponderou por alguns segundos, ele ficaria minutos na porta nesse jogo, mas sabia agora o porque da presença dela ali. - Ah sim claro, que falta de cortesia a minha, entre Lexi. - Elijah deu um curto passo para o lado deixando espaço para que ela pudesse entrar.

Os passos que vinham em sua direção eram tão suaves que não os teria ouvido com sentidos humanos, tão diferentes dos ruidosos e desleixados passos contra o chão que geralmente eram típicos das pessoas. Nem mesmo ouviu algum arrastar do solado dos sapatos contra o piso. Talvez ela tivesse dado mais atenção a isso caso as circunstâncias não a forçassem para outros pensamentos. Os raios levemente se aproximavam, quase tocando o topo das árvores ao longo da campina, não demoraria muito tempo para atingi-la, menos de uma hora, sem dúvidas. Involuntariamente, Lexi começou a mover os dedos de forma irritante, sentindo falta do tão necessário objeto que por sinal nunca teve por mais que alguns meses.

Suas ações e pensamentos pausaram por completo quando a porta se abriu a sua frente, revelando Elijah. Os olhos dela se arregalaram por um segundo que pareceu eterno. Originais, como ela os evitava. Não que fosse algo pessoal, longe disto, não passara mais que alguns minutos com poucos deles, porém a fama que os precedia a deixava em estado de alerta. Uma péssima fama, diga-se de passagem. Pelo cumprimento que recebeu, evidentemente havia batido justamente na porta da casa deles, realmente uma excelente escolha de porta mesmo. Como se ela tivesse tido opção. Recuperou um pouco do ar que havia escapado de seus pulmões, obrigando a si mesma a não parecer tão tensa. Vampiros tão antigos sempre a deixavam nervosa, pois nunca sabia o que esperar deles ou o quanto do dito sobre cada um era verdade ou não passava de especulação. — Hora ruim? — Perguntou, torcendo a boca em uma das suas costumeiras caretas. Aparecer na casa de um Original, ainda de madrugada, sem avisar nada ou ser intima de algum deles nem de longe parecia uma boa impressão.

Assim que o outro se movimentou a loira entrou com pressa na casa, sendo estimulada pelo instinto natural de fugir da luz do sol. Uma das coisas mais fortes que se podia sentir costumeiramente como vampira era o instinto de sobrevivência e por mais incrível que parecesse o seu não havia começado a apitar no momento que se encaminhou para o interior da grande mansão. Era no mínimo estranho. As únicas vezes que falara com Elijah eram curtas conversas sobre algum tópico comum, nunca nem mesmo ficara no mesmo ambiente sozinha com ele e agora precisava pedir um favor. Péssimo jeito de começar um dia. — Você se incomodaria com uma visitante não muito silenciosa e um pouco abusada na sua nada humilde residência por algumas horas? — O melhor pedido a lá Lexi que poderia ter feito. Elijah deveria ter mais que o triplo da minha idade, será que seria ofensivo chama-lo de senhor? Pegou-se pensando de forma divertida o encarando nos olhos. Obviamente não faria isto, mas foi um pensamento que a fez sorrir consigo mesma um pouco. Deu alguns passos a mais, para sair daquela área da entrada e parando virada para ele. Aguçava os ouvidos o máximo que podia, procurando se mais algum dos irmãos estava por lá, um original por vez já ultrapassava sua cota anual. 

(Source: lexiabranson)


Esplendidamente entediante, como sempre.

lipstyck-and-claws:

Vampiros se cansam um do outro? Lobisomens não são muito diferentes.

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Pois é, sempre tem a briguinha de quem tem as maiores presas.

Tem alguns que não é preciso nem se ver para cansar. 

Desde que fiquem bem longe da minha pele. Só pra ter certeza, os lobos do seu… Pack também são venenosos?

(Source: lexiabranson, via lipstyck-and-claws-deactivated2)


Esplendidamente entediante, como sempre.

lipstyck-and-claws:

Jura? Que bom que você pensa assim agora.

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Há lobisomens e lobisomens, alphas, betas e ômegas. O seu, provavelmente, era um ômega. São menos racionais. Pack, uma matilha por assim dizer. Nós lobisomens, pelo menos o meu tipo, gostamos de ficar unidos, mas isso não quer dizer que role um atrito de vez em quando.

Não se cansam uns dos outros? Muito instinto animal em um só lugar. 

De qualquer forma, nunca termina bem entre vampiros e lobisomens, uma pena.

(Source: lexiabranson, via lipstyck-and-claws-deactivated2)


witchnotabitch:

Beber sozinha com toda a certeza vai me fazer dormir. Então eu to meio que sem opção.

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Pois me chame, sou uma ótima companheira de shots, diga-se de passagem.


witchnotabitch:

Sábado a noite e nada para fazer!

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Tente uma bebida, distrai.